Era uma tarde de domingo e eu me empenhava sem descanso na árdua tarefa de escrever um poema. Com mais talento para a prosa, versos de mim saíam a fórceps (e isso continua até hoje). Já estava ali há horas e nada me satisfazia. Então resolvi deixar o material ‘decantar’. Voltaria a ele durante a semana, provavelmente algumas horas antes da oficina literária.

Com surpresa, ao reler não achei tão ruim assim e me rendi ao ditado de que ‘feito é melhor que perfeito’. Muitas vezes fazemos a escrita se acompanhar do julgamento e este costuma ser impiedoso. Regular os níveis de autocrítica pode ser um recurso válido para o desenvolvimento de uma escrita de qualidade. Nem demais, nem de menos... O ideal está no equilíbrio.

 

Por Sandra Veroneze

Capítulo Integrante do livro “365 dicas para escrever criativamente”

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