Tenha um bloquinho de anotações – físico ou digital

A inspiração, essa danada, não escolhe hora. Era uma terça-feira, início de tarde, eu com uma pilha enorme de tarefas para concluir até o final do expediente. Abri um documento do word para anotar uma ideia que surgira e de um golpe fui tomada pela necessidade de desfilar, linha por linha, a crônica inteira. Preciosos 40 minutos da minha tarde, correndo o risco de não conseguir concluir as atividades profissionais a tempo, foram dedicados à sublime arte de fazer literatura, enquanto coisas mais ‘sérias’, como o texto jornalístico sobre os novos investimentos do cliente, aguardava.

Deu certo. E confesso que foi um risco calculado. Não aconselho largar tudo que você está fazendo para escrever seu texto, mas na medida do possível anote a ideia. Assim como um insight pode vir e se impor, ele também poderá somente para dar o ar da graça e sumir definitivamente da sua vida. Foi o que aconteceu com uma ideia de artigo técnico em filosofia clínica para uma antologia corporativa que estávamos organizando aqui na editora: Gestão Pessoal para Produtividade. Surgiu enquanto viajávamos de carro para a fronteira Brasil / Uruguai, na rodovia que atravessa a Reserva Ecológica do Taim, um dos lugares mais bonitos que já visitei. O maravilhoso da paisagem me tomou de assalto, a pauta para o artigo sumiu, e até hoje me pergunto quando (e se) um dia aquele insight voltará a me visitar.

Em anexo, uma imagem do Taim.

 

Por Sandra Veroneze

Capítulo Integrante do livro “365 dicas para escrever criativamente”

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