Aprendemos a todo momento, principalmente com nossos erros. Quando cansamos (é a terceira forma de aprender, já que a primeira é pela dor e a segunda pelo amor) começamos a observar a experiência alheia e nos dispomos a aprender com ela (economia de sofrimento e tempo).

Nesse contexto de produção aguda de conteúdo, onde o advento da internet deu voz a muita gente, quem quiser consumir todas as informações que surgem estará fadado a stress mental. Minha dica: selecione seus curadores, tanto de conteúdo quanto ‘inspiracional’. Faça uma lista de 10 escritores que você admira e de 10 especialistas cujas observações agregam valor à sua prática. E siga-os. Para toda vida? Calma. As coisas não precisam ser tão definitivas. Escolha para este ano, com a possibilidade de ‘renovação de contrato’.

Eu, por exemplo, neste ano vou reler toda obra de Dostoiévski, porque gosto da profundidade com que ele trabalha seus personagens. Será meu curador neste período. Já li em um ano (na verdade precisei de 45 dias apenas) toda obra do Paulo Coelho, porque queria entender o porquê de tanto sucesso... Naquele período, foi meu curador.

Que tal?

  

Por Sandra Veroneze

Capítulo Integrante do livro “365 dicas para escrever criativamente”

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