Uma dúvida que assola muitos escritores, especialmente ficcionais, diz respeito a falar ou não de si próprio: acontecimentos, aprendizados, sentimentos, pensamentos. Este é mais um caso em que não existe uma regra definida, mas sim como cada escritor se sente mais à vontade. Alguns entenderão como exposição desnecessária falar de si. Uma crítica muito comum é atribuir a inspiração ou preferência biográfica à falta de criatividade. Por outro lado, abordar algo com lastro na realidade torna a obra autêntica, verdadeira. 

Enfim, não há demérito nenhum em utilizar-se da própria vida como fonte de inspiração e também não há em preferir compartilhar com o leitor universos integralmente criados.

Mais: cada escritor deve se sentir livre e respeitado em sua decisão, seja qual for. Alguns especialistas, inclusive, afirmam que estamos sempre falando de nós mesmos, de uma maneira ou de outra.

 

Por Sandra Veroneze

Capítulo Integrante do livro “365 dicas para escrever criativamente”

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