A ‘comparação’ é sempre um assunto delicado, justamente porque seus efeitos às vezes podem ser bons; outras não. Quando a comparação pode ser boa? Quando, por exemplo, o escritor compara textos de sua própria autoria, analisando se houve evolução. Quando a comparação não é boa? Quando, por exemplo, um escritor iniciante analisa seus textos em relação a textos de escritores experientes, premiados, com muitos anos de experiência. Comparar com a produção de outro escritor é sempre ruim? Evidentemente que não. Comparar pode indicar pontos a serem melhorados e isso é bastante saudável.

Como quase tudo na vida, prime pelo bom senso. Não compare de menos, a ponto de ficar completamente sem referência externa, e nem compare demais, a ponto de subjugar sua arte... Encontre seu ponto de equilíbrio quando se trata de analisar a sua obra em relação à de outros escritores, e na medida do possível compare sempre seus textos atuais com seus textos anteriores.


Por Sandra Veroneze

Capítulo Integrante do livro “365 dicas para escrever criativamente”

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