Um tempo atrás, profissionalmente, tive uma experiência bem particular com uma empresa, no serviço que presto de marketing de conteúdo. O líder tem uma formação clássica e toda vez que eu falava ‘marketing digital’ ele ouvia ‘autoajuda’.

Publicar no site um artigo um pouco mais digerido para o leitor era inimaginável. Na opinião do líder, bonito mesmo era usar a terminologia técnica da profissão para demonstrar conhecimento. Desliguei-me do grupo e não é necessário dizer que não houve qualquer resultado nos esforços de comunicação para a comercialização do produto desenvolvido.

Somos muito cheios de opinião. É natural. Sobre muita coisa já vimos, ouvimos, experimentamos... Com relação à literatura, acontece igual. De tanto ler, de tanto escrever, acabamos por irmos definindo o que é bom, o que não é, o que serve, o que não serve – tudo pela nossa lógica pessoal, claro.

O convite aqui é livrar-se um pouco dessa carga e olhar o mundo com estranhamento. Livre-se de seus pré-juízos – se não por toda vida, pelo menos em alguns instantes em que você estará envolvido com a prática da escrita criativa. Isso poderá mostrar possibilidades antes não imaginadas.


Por Sandra Veroneze

Capítulo Integrante do livro “365 dicas para escrever criativamente”

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